Debian Etch oficialmente lançado

Abril 8, 2007

Hoje, dia 8 de abril, foi oficialmente lançado o Debian 4.0, condinome Etch, como a mais nova versão estável dessa distribuição.

A nova versão de testes recebeu o codinome Lenny.

Mias informações sobre o Etch em http://www.us.debian.org/releases/stable/index.pt.html e http://www.us.debian.org/releases/stable/i386/release-notes/index.pt-br.html

Mais informações sobre o Lenny em http://www.debian.org/releases/testing/


Instalando o Compiz e/ou Beryl no Debian Etch

Março 23, 2007

A última moda do mundo Linux: desktop 3D.
Pra quem não conhece ainda, pode ver alguns vídeos demonstrativos no Youtube.

O primeiro a fazer fama foi o Compiz. Depois um fork dele, mais incrementado (e enfrescurado) foi lançado sob o nome de Beryl. Basicamente a diferença entre eles é que o Beryl tem um desenvolvimento mais ágil, portanto apresenta alguns plugins a mais e possui o Emerald, um gerenciador de temas de bordas de janelas, que não existe na versão pura do Compiz.

Depois de algum tempo vendo inúmeras mensagens de dúvidas em fóruns sobre ‘como instalar Compiz/Beryl na distribuição X’, eu me surpreendi com a facilidade de instalação quando finalmente resolvi testar.

Para instalar o Compiz ou Beryl, você precisa ter um computadorzinho razoável. Recomendam um processador de no mínimo 1GHz com uma plaquinha de vídeo. O pessoal do Debian recomenda uma das seguintes placas de vídeo:
- Intel i830 a i945
- ATI Radeon acima da sério X800
- placas NVIDIA que suportam os drivers 9xxx (guia de instalação no Etch aqui)

Na verdade, execute o comando:

glxinfo | grep direct

Se o comando não existir, instale o pacote mesa-utils:

apt-get install mesa-utils

Se a resposta do glxinfo for:

direct rendering: Yes

Pode seguir adiante. Senão…. ops.. acho que seu hardware não suporta um ambiente 3D.

Atenção: todos os comandos abaixo devem ser executados como root.

1) Instalando o Compiz

O tutorial oficial para instalação do Compiz no Etch pode ser visto em http://wiki.debian.org/Compiz

Basicamente, vou traduzí-lo para o português…
Instale os pacotes xorg e compiz, que já devem estar no repositório do Etch (deb http://ftp.debian.org/debian etch main), para isso:

apt-get install xorg compiz

Se não quiser instalar o Beryl, pule para o passo 3.

2) Instalando o Beryl

O Beryl ainda não está nos respositórios do Etch, por isso é preciso adicionar as seguintes linhas no arquivo /etc/apt/sources.list:

deb http://debian.beryl-project.org/ etch main
deb-src http://debian.beryl-project.org/ etch main

Depois, execute

apt-get update

E instale os pacotes do beryl e emerald (o gerenciador de temas do Beryl), e o pacote libxcomposite1 (que provavelmente já estará isntalado):

apt-get install libxcomposite1 beryl emerald

Vários pacotes serão instalados.

3) Configurando o X

Agora vamos editar o arquivo /etc/X11/xorg.conf (lembra dele?) .
Adicione a seção “Extensions”, caso ela ainda não exista:

# Seção "Extensions" (se já não existir, adicione-a)
Section
"Extensions"
Option "Composite" "enable"
EndSection

Procure pela seção “Device”, que contém as informações da sua placa de vídeo, e adicione a seguinte linha dentro dela:

Option "XAANoOffscreenPixmaps" "true"

Se sua placa de vídeo for nvidia, adicione também esta linha na seção “Device”:

Option "AllowGLXWithComposite" "true"

E, ainda se for nvidia, esta linha na seção “Screen”:

Option "AddARGBGLXVisuals" "True"

Reinicie o ambiente gráfico (pressione control+alt+backspace), abra um terminal (ou pressione alt+f2 no gnome) e digite (estes comandos não devem ser executados como root):

Para rodar o compiz:

compiz --replace

Para rodar o beryl:

beryl-manager

Pronto, se deu tudo certo o Compiz ou Beryl estará executando :)


Resolução de Tela no Linux

Março 21, 2007

Tive uns problemas com resolução de tela no Linux (Ubuntu 6.10 Edgy Eft) esses dias, e procurando como solucioná-los, percebi que existe uma quantidade enorme de pessoas com dúvidas nesse assunto. Por isso resolvi escrever esse post com alguns detalhes sobre as configurações do ambiente gráfico no Linux.

Para trocar a resolução no Linux, basta utilizar o aplicativo de troca de resolução do seu ambiente gráfico. No Gnome, este aplicativo é o gnome-display-properties, acessado através do menu Preferências com o nome’Resolução de Tela’.
Acontece que às vezes, este aplicativo não mostra todas as resoluções de tela suportadas. Principalmente aquela que você quer usar.
Para consertar isso, o servidor gráfico deve ser configurado.

Hoje em dia o servidor gráfico encontrado em praticamente todas as distribuições Linux é o xorg, suas configurações ficam num arquivo de texto: /etc/X11/xorg.conf. É esse arquivo que tem os detalhes sobre a sua resolução de tela, taxa de atualização do monitor, mapa de teclado, tipo de mouse, etc.

As configurações do monitor ficam na seção Monitor, para encontrar basta procurar pela linha:

Section "Monitor"

As principais informações aqui são as freqüências horizontal e vertical do monitor, informadas nas opções HorizSync e VertRefresh.
Abaixo um exemplo da seção Monitor do meu xorg.conf (Debian Etch):

Section "Monitor"
Identifier
"SyncMaster 551v"
Option "DPMS"
HorizSync 30-55
VertRefresh 50-120
EndSection

Nesse caso, a freqüência horizontal do meu monitor é 30-55 e a vertical 50-120. Para saber quais são as freqüências do seu monitor, basta olhar no manual. Caso você tenha perdido o manual, olhe o modelo do monitor (geralmente escrito ao lado da tela) e procure no site do fabricante. Ou, google it.
Observem o campo Identifier, definido como’SyncMaster 551v’. Este campo define o identificador deste monitor e será importante a seguir.

Todos esses dados são de extrema importância para que as resoluções de tela e a taxa de atualização que seu monitor suporta sejam aceitas pelo servidor gráfico e mostradas no aplicativo de troca de resolução do seu ambiente preferido.
Portanto, se os dados estiverem incorretos, troque-os para os indicados nas especificações do seu monitor.

A seção Screen contém informações sobre a tela. No meu computador, ela é parecida com:

Section "Screen"
Identifier "Default Screen"
Device "Intel Corporation 82845G/GL[Brookdale-G]/GE Chipset Integrated Graphics Device"
Monitor "
SyncMaster 551v"
DefaultDepth 24
SubSection "Display"
Depth 1
Modes "1024x768" "800x600" "640x480"
EndSubSection
SubSection "Display"
Depth 4
Modes "1024x768" "800x600" "640x480"
EndSubSection
SubSection "Display"
Depth 8
Modes "1024x768" "800x600" "640x480"
EndSubSection
SubSection "Display"
Depth 16
Modes "1024x768" "800x600" "640x480"
EndSubSection
SubSection "Display"
Depth 24
Modes
"1024x768" "800x600" "640x480"
EndSubSection
EndSection

Vejam que o campo Monitor é definido com o mesmo nome do campo Identifier da seção Monitor: ‘SyncMaster 551v’. Isto faz com que a tela utilize aquelas informações definidas naquela seção Monitor.
O campo DefaultDepth define o número de bits de cores padrão. Para cada nível de cor, existe uma subseção que define as resoluções suportadas. No meu caso, podem ver que só posso utilizar as resoluções 1024×768, 800×600 e 640×480, ainda que este monitor suporte algumas resoluções maiores.
Adicione aqui as resoluções de tela que você gostaria de utilizar. Se elas forem realmente suportadas pelo monitor (e pela placa de vídeo), serão exibidas no aplicativo de troca de resolução do Gnome (ou KDE, xfce, etc). Como em:

ScreenResolutionOptions

Algumas dicas para a resolução que você deve utilizar:
Em monitores de 15 polegadas, a resolução máxima recomendada é 1024×768. Outras resoluções podem prejudicar a visão por deixar as letras muito pequenas.
Mas, mesmo em monitores maiores, resoluções altas devem ser usadas com cuidado. Alguns monitores suportam altas resoluções porém com baixas taxas de atualização (Refresh rate).
As taxas de atualização costumam variar de 60 a 85 Hz. Taxas muito baixas são prejudiciais à sua visão. As recomendadas variam de 70 a 80 Hz. Embora não seja facilmente perceptível a diferença, após várias horas de uso é fácil perceber o cansaço da vista se utilizar um computador com baixa taxa de atualização da tela.

Por isso, prefira usar 1024×768 @ 70 Hz que 1152×864 @ 60 Hz, por exemplo.

Por enquanto é só.
[]s


Instalando driver nVidia no Debian Etch

Dezembro 2, 2006

Eu sofri pra descobrir como fazer isso.
Tinha conseguido já algum tempo mas comecei a ter problemas com o driver original da nVidia, então utilizei o mais novo e deu certo.

Bem, existem diversas formas de se instalar este driver. Alguns deles utilizam pacotes do próprio Debian para o driver da nVidia, mas o que vou citar aqui utiliza o driver da nVidia, puro.

Primeiramente, você vai precisar dos header do seu kernel.
Para saber qual é seu kernel, digite ‘uname -r’ num terminal.
No meu caso, o kernel é 2.6.17-2-k7, então tenho que instalar os headers desse kernel, assim:

# apt-get install linux-headers-2.6.17-2-k7

Ou, utilize aptitude, Synaptic, ou qualquer outra iterface para o apt.

Depois de instalar os header, pegue o driver do próprio site da nVidia. Preste atenção à versão da sua placa, pois placas mais antigas necessitam de drivers diferente (os chamados legacy).
Por exemplo, neste momento a última versão do driver da nVidia é a 9629, ela suporta essas placas de vídeo. Se sua placa não está na lista, provavelmente precisa do driver legacy, o último é o 7184, que suporta essas placas.

Com o driver em mãos e com os headers do kernel instalados, mude para interface de linha comando (pressionando Ctrl + Alt + F1), e faça os seguintes comandos:

pare a interface gráfica que está executando:
# /etc/init.d/gdm stop
ou
# /etc/init.d/kdm stop
se você usar KDE.

Se seu kernel é 2.6.xx, execute:
# modprobe -q agpgart

Agora instale o driver, indicando o caminho para os módulos da interface gráfica do kernel, no meu caso:
# chmod +x <arquivo do driver>
# ./<arquivo do driver> –x-module-path=/usr/lib/xorg/modules

Logicamente, substitua <arquivo do driver> pelo nome do arquivo que você baixou do site da nVidia. Agora carregue o driver:
# modprobe nvidia

Agora edite o arquivo /etc/X11/xorg.conf
Procure por:
Section “Module”
verifique se dentro dessa seção existem essas linhas e, se existirem, apague-as:
Load “dri”
Load “GLCore”
E adicione a seguinte linha, caso ainda não exista:
Load “glx”

Agora procure por:
Section “Device”
Na linha
Driver “<alguma coisa”>
Substitua <alguma coisa> por nvidia.

Reinicie a interface gráfica com:
# /etc/init.d/gdm restart

Se o logo da nVidia aparecer e tudo ocorrer bem, você instalou o driver com sucesso!
Se não funcionou, pergunte!

Está prometido para este mês, mas essas coisas sempre atrasam. O Debian Etch vai ser oficialmente lançado como Stable, clique aqui para uma screenshot da nova versão Stable do Debian.

Por enquanto é só.
Abraços.


Instalando o JDK 6 RC no Linux e Waters no Brasil!

Novembro 23, 2006

Opa!

Vi que o blog teve uma quantidade razoável de pessoas procurando por instalação de plugins no Eclipse e utilização do Callisto. Espero que o blog tenha sido útil!
Caso algum desses perdidos que chegam por aqui procurando como solucionar suas dúvidas queiram, podem pedir ajuda, ou pelo blog ou mesmo mandando um e-mail.

Bom, pra quem já ouviu falar em Java, o lançamento da versão 6, Mustang, não é nenhuma novidade. Pois é, o ano tá acabando, mas a versão final deve sair antes de 2007, e por enquanto temos aí a versão RC (Release Candidate), que já está bala.

Entre as principais novidades, do lado do usuário, temos: desempenho melhor do HotSpot (diferença notável!) e, pra quem usa Linux como eu, integração melhor com do Swing com o visual do GTK. Agora o seu tema style Clearlooks-based vai ficar igualzinho mesmo nas aplicações Java.

Pra quem é desenvolvedor, as novidades ficam mais por conta das novas especificações do Java EE 5, que são tantas que nem vou entrar em detalhes.

Mas o objetivo do post é mostrar como instalar o JDK 6 RC no Linux. Vamos lá.

1) Baixe o arquivo self-extracting do JDK.
Para isso, entre em http://java.sun.com/ e clique no link Java SE 6 RC, no menu à sua direita. Escolha a versão que quer baixar, JDK 6 para desenvolvedores, JRE 6 para usuários. Clique no botão download. Aceite a licença e comece o download. O JDK não chega a 60 MB, enquanto o JRE não chega a 20.

2) Extraia o conteúdo do arquivo para a pasta que preferir.
Copie o arquivo baixado para o diretório que quiser extrair o conteúdo e execute-o. No meu caso:
# chmod +x jdk-6-rc-linux-i586.bin
# ./jdk-6-rc-linux-i586.bin
Digite yes para aceitar a licença de uso e será criado após o processo uma pasta com o nome jdk1.6.0

3) Crie links simbólicos para a JVM e para o compilador:
No meu caso, descompactei o conteúdo do arquivo em /opt/java, então:
# ln -sf /opt/java/jdk1.6.0/bin/java /usr/bin/java
Para o compilador (somente JDK):
# ln -sf /opt/java/jdk1.6.0/bin/javac /usr/bin/javac

4) Registre o jdk como opção padrão:
[Não parece, mas tem dois - antes de install e de config]
# update-alternatives –install /usr/bin/java java /opt/java/jdk1.6.0/bin/java 1
# update-alternatives –config java
Escolha a opção do JDK 6 e pronto :)

5) Instale o plugin do JRE para seu navegador:
Simplesmente crie um link simbólico, como a seguir:
# cd /usr/lib/firefox/plugins
# ln -s /opt/java/jdk1.6.0/jre/plugin/i386/ns7/libjavaplugin_oji.so

6) Teste a instalação:
$ java -version
java version “1.6.0-rc”
Java(TM) SE Runtime Environment (build 1.6.0-rc-b104)
Java HotSpot(TM) Client VM (build 1.6.0-rc-b104, mixed mode, sharing)

Qualquer dúvida só perguntar!

—————————–

Mudando de assunto…..
Roger Wates no Brasil ano que vem!!!!!!!!!
Será que eu vou ter $$$ pra ir?
Putz se der eu quero ir!!
Vai tocar em São Paulo no dia 23 de Março e no dia 24 no Rio!

Who was dragged down by the stone????


Linux, blogs, etc

Novembro 22, 2006

Opa!

Então, hoje eu tava fuçando por aí e vi um blog de um rapaz meio triste. Ele diz que gosta de software livre, que usa Firefox, OpenOffice, etc; mas que não conseguia usar Linux. Ele parecia meio chateado por ter tentado instalar o Ubuntu na máquina dele e não ter conseguido se virar sozinho.

Bom, eu uso praticamente só Linux hoje em dia, e estou satisfeito com o que consigo fazer. Mas quando comecei a usar não foi fácil, como vocês já devem imaginar.

Porém… eu me lembro ainda de quando ganhei meu primeiro computador. Eu me lembro de quando formatei o hd e instalei o Windows 98 pela primeira vez. E mais, me lembro dos dias que sofri instalando/desinstalando codecs de vídeo pra assistir Shaolin Soccer no computador.

E olha só, eu usava Windows…
Vejam bem, não estou dizendo que usar Windows é tão difícil quanto usar Linux. Estou dizendo que Windows também não é mole mole quenem gelatina. Dependendo do que quiser fazer, você pode sofrer também…

Olha só o exemplo da Manuela: ela queria ouvir mp3 no Linux, aí não tinha codec: teve que instalar o codec de mp3 (o que ela com certeza não precisou fazer no Windows).
Mas aí ela queria muito muito ouvir umas músicas do The Bangles, (uma banda só de mulheres, de umas décadas atrás, que cantam ‘Eternal Flame’). Aí ela achou várias músicas dessa banda mas, estava em formato ogg :S

Ogg? Alguém já ouviu falar nisso? Se você sempre usou Windows provavelmente nunca ouviu, mas é um formato livre de áudio, que se não me engano atinge taxas de compressão melhores que o próprio mp3. O que aconteceu? Ela só conseguia ouvir as músicas no Linux. No Windows ela teve que correr atrás de codecs, não achou, teve que instalar um player só pra ouvir ogg.

Moral da história: quando você aprendeu a usar Windows, você tinha que correr atrás de como fazer as coisas porque não tinha outra opção. Agora se você tiver que correr atrás de algo pra fazer no Linux, você tem a opção do Windows. Mas não desanima não, po! É fácil [a não ser que você queira instalar um winmodem...], e tem um monte de gente por aí pra ajudar. A comunidade Ubuntu brasileira por exemplo é bem grande, e é uma distro fácil, for human beings.

Tem um bocado de gente ao meu redor dizendo que tão querendo instalar Linux pela primeira vez e não sei o que… Bem, problemas vocês vão ter, claro, é um SO novo, que não imita o Windows, tem suas próprias características, é necessário se acostumar a algumas coisas, mas vale a pena. Vale mesmo? Bem, isso é assunto pra outro post. No meu caso, acho que valeu sim!


Java Livre!

Novembro 14, 2006

Já era esperado, já tinha sido anunciado, mas mesmo assim muita gente ainda desconfiava…
Seria mesmo a Sun capaz de liberar o código do Java?

Bom, ela foi. O código do JDK, compilador, HotSpot, ME, entre outros, foi aberto. E sob a GPL2, a mesma licença do Linux.

E a Sun, claro, não fez isso porque ela é boazinha e quer virar hippie. Algumas pessoas fazem isso, é verdade, mas são poucas.

 

retirado de http://www.tiobe.com/tpci.htm

É só olhar para três linhas (Java, PHP e Python) e entender [quase] toda a história.

Ah, e realmente faltou creditar o Pacu, que pos o Planeta Comp no ar! Valeu por lembrar, gaúcho!

¬¬ Maldito editor que não me deixa usar o delete….