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Guarulhos -> Amsterdam -> Berlim -> Tallinn

April 2, 2008 2 comments

Catching Up

Assim que sai do Brasil, comecei a me preparar para contar tudo que passei desde o primeiro momento. Mas é tanta coisa que acontece, que quando você percebe já tem um zilhão de coisas pra contar, um zilhão de fotos pra mostrar e um zilhão de coisas que você queria contar mas já se esqueceu.

Daí, você não tem tempo pra escrever no blog. E quando tem, está cansado ou com sono ou simplesmente com preguica e não escreve.

Então, vou fazer um resumão e tentar chegar onde estou agora bem rápido.

A viagem

Saí do aeroporto de Guarulhos no dia 25/2/2008, cheguei em Amsterdam no dia 26. 10,5 horas de viagem, que não demorou tanto a passar gracas aos joguinhos/filmes/seriados/desenhos disponíveis pra cada um dos passageiros da KLM.

Fiquei dois dias em Amsterdam. É uma cidade bem diferente de todas as outras e bem diferente de si mesma. O centro é uma loucura: numa rua você só ve turistas e prostitutas. Daí você vira a esquina e só ve turistas e coffee shops (leia maconha shops), daí você vira a esquina de novo e vê vários holandeses fazendo compras e/ou cuidando de suas vidas, mais uma esquina e você dá de cara com um museu super legal e mais um monte de turistas.
As principais atracões turísticas ficam no centro.
O que mais gostei foi o museu da Anne Frank.

Em todo o centro da cidade você vê o mesmo tipo de prédio (aqueles prediozinhos de uns 4 andares e bem fininhos) e os famosos canais de Amsterdam.

O hotel em que eu fiquei cheirava a maconha. OK.

Saindo do centro e indo para o sul, a cidade é completamente diferente. Prédios modernos e altos, nada de maconha, apenas pessoas engravatadas falando nos seus celulares. Carros modernos ao invés de barcos nos canais. Bem diferente do centro.

No dia 27 bem cedo sai do hotel para o aeroporto e cheguei em Berlim mais ou menos na hora do almoco. Estava muito cansado, então não quis conhecer a cidade. Assim que cheguei fui direto procurar a casa do Peter (alemão que me hospedou por uma noite), assim que achei (não foi fácil), fui para uma LAN house e fiquei lá até a hora em que ele chegou do trabalho.
Foi uma noite super bacana. Conheci o Peter pelo Couch Surfing, ele já visitou o Brasil e até falava um pouco de português e me pediu para conversarmos nesta língua porque ele queria treinar.
Conversamos bastante sobre o Brasil, ele é meio fascinado pelo país, gosta da música, dos filmes, da comida, tem livros de autores brasileiros… Depois conversamos sobre Berlim, ele sempre morou no lado oriental, foi muito legal conversar sobre isso pois ele é um pouco mais velho (37) então ele se lembra bem da época vermelha.

No outro dia (29) ele preparou um super café da manhã e de lá já fui direto para o aeroporto de Schönenfeld, onde finalmente peguei o vôo para Tallinn.
Este vôo foi pela Easy Jet, uma companhia aérea européia com precos bem baixos. Não é a toa que os precos são baixos: os limites de peso de bagagem são absurdos e todos os itens do servico de bordo são pagos a parte dentro do avião.
O limite de peso de bagagem era de 20 quilos (enquanto nos outros vôos que peguei era de 32). Sabendo disso, quando comprei a passagem pela internet adquiri também o direito de levar mais uma bagagem (e paguei a mais por isso logicamente). Imaginem minha supresa ao saber, na hora do check-in, que eu comprei o direito de levar outra bagagem, mas não outra bagagem de 20 quilos. Ou seja, eu poderia levar duas malas, mas a soma dos pesos ainda deveria ser 20 kg!!! Eu deveria pagar 9 euros por quilo extra e eu tinha 36 quilos no total! Isso dá 9 * 16 = 144 euros ~= 374 reais! É mais caro que outra passagem (eu havia pago 70 euros na passagem com o direito a outra mala e taxas, para terem idéia…)

Eu reclamei e dei uns jeitinhos brasileiros, no final acabei pagando menos do que deveria pagar ;)

Chegando em Tallinn

No aeroporto eu fiquei surpreso, pois não esperava tal recepcão, vários membros da AIESEC com faixas e um shot da famosa vodka estoniana Viru Valge com 80% de alcool.
De lá fomos para o apartamento de outros trainees beber caipirinha e acabamos com todos os limões que eu havia trago em um único dia.

No fim de semana estava programado um evento chamado International Weekend, eu e os outros trainees da Estonia nos reunimos todos em Tallinn e fomos, guiados por alguns dos membros daqui, rodar a cidade em museus e outros pontos turísticos, comer comida típica e também experimentar a famosa sauna estoniana.

Mais sobre Tallinn em próximos textos :)

Línguas

Em Amsterdam até os mendigos falavam inglês fluentemente (é sério, cansei de ouvir ‘a change, pleaaase’). Lá foi tudo *muito* fácil, qualquer dúvida as pessoas sempre ajudavam e todo mundo me entendia muito bem.
Na TV, vi comerciais em que parte eram em inglês e parte em holandês. Vi também uma moca perguntando algo para o filho em holandês, e o moleque de uns 8 anos respondeu em inglês. Definitivamente língua não é problema ali.

Assim, quando cheguei em Berlim, não esperava passar pelo que passei. Fiquei horas e horas rodando ao redor de uma das principais pracas da cidade procurando alguém que falasse inglês e me ajudasse a chegar na casa do Peter.
Nem no posto de informacões da estacão de trem as pessoas falavam inglês. Algumas tentavam me ajudar e ficavam gaguejando algo até desistirem.
Finalmente um rapaz que falava inglês e que estava junto com um grupo fazendo algum teste maluco pra vender um livro estranho se aproximou e foi tentar me vender o livro. Fui super simpático com ele, fiz o teste e tudo mais, mas não comprei o livro. Quando ele terminou disse ‘Muito obrigado pela ajuda!’ e eu respondi ‘Obrigado nada, agora é sua vez de me ajudar!’. E foi assim que finalmente cheguei onde precisava.

Pode parecer estranho, mas em Tallinn, na Estônia, eu não tenho tanto problema com isso quanto tive em Berlim. Ontem mesmo havia um homem e uma mulher levando uma crianca para passear, eram claramente mais velhos. Parei os dois para pedir uma informacão e eles me ajudaram tranquilamente, em inglês. Quatro vezes fui em farmácias aqui, e nas quatro vezes as atendentes falavam inglês.
Em outras ocasiões, parei umas 3 pessoas aleatórias na rua para pedir informacões, e elas falavam inglês.

No supermercado uma vez a mulher não falava inglês, mas me entendia, e depois de soltar algumas palavras em estoniano e gaguejar um pouco falou uma palavra em inglês que foi o suficiente para que eu a entendesse.

Isso realmente me surpreendeu, por que eu esperava ter problemas com comunicacão em Tallinn, não em Berlim :P

Depois volto pra contar mais sobre Tallinn e ensinar um pouco de estoniano! :)

Fotos de Amsterdam/Berlim/Tallinn: http://picasaweb.google.com/luizfar/
Fotos da minha recepcão em Tallinn: http://picasaweb.google.com/marina.vilop/MeetingLuizFromBrazil03032008

Beijos!

Categories: Portuguese, Trips
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